Que país é esse? – China.

E mais uma vez, para registro… Minha passagem pela China começou em Hong Kong, que tem sua própria moeda e suas próprias regras de imigração e dispensa visto, ao contrário do restante do continente. E também possui um custo de vida consideravelmente mais alto, razão pela qual meus dias lá foram os mais breves possíveis. Eu me hospedei no Yesinn @CausewayBay, pagando 150 dólares HK (20 dólares) por uma cama de dormitório. Refeições variaram de uns poucos dólares por comida de rua a cerca de 15 dólares por um bom jantar. E o preço de passagens de metrô dependia da distância a se percorrer (o que me pareceu ridículo), mas geralmente custavam menos de um dólar. Atravessando a fronteira, eu passei uma noite em Shenzen, no estranho Melbourne’s Home Hostel, pagando 70 yuans (12 dólares) antes de seguir viagem.
A China propriamente dita tem preços mais módicos que Hong Kong, embora não tão baixos quanto os encontrados no Sudeste Asiático. Via de regra, eu gastava em torno de 40 dólares por dia, mas houveram algumas exceções problemáticas. Em Chengdu, eu paguei 40 yuans (7 dólares) por uma cama no Lazybones Hostel, que oferecia tours para o Centro de Reprodução de Pandas por 100 yuans (16 dólares). Infelizmente, eles esqueceram de mencionar que o guia só falava mandarim, mas paciência. Em Xi’an, o esquema foi parecido. O Ancient City Youth Hostel cobrava 30 yuans (5 dólares) por uma cama e oferecia tours por 120 yuans (21 dólares) para visitar o Exército de Terracota.
A partir de Xangai, os preços subiram um pouco, como era de se esperar. Eu me hospedei no City Central International Hostel, ao preço de 40 yuans (7 dólares); chegava onde quisesse através do metrô e, felizmente, a maior parte do meu entretenimento na cidade veio de passar tempo com amigos e de conhecer lugares públicos como o Bund, e caminhar pela cidade não custa nada. Próximo a Xangai, Hangzhou não é uma cidade cara, mas taxistas sabem como tirar proveito de recem chegados e é preciso saber como lidar. Eu fiquei no Touran Backpackers, ao custo de 45 yuans (8 dólares) e creio que meu único custo ao passear pela cidade foi para conhecer o seu lago de barco (70 yuans – 12 dólares). Outra cidade próxima, Suzhou, oferecia mais opções turísticas, em especial por seus jardins, cujas entradas podiam variar de 20 a 50 yuans (3 a 8 dólares). Mas o ótimo museu da cidade é gratuito. Eu fiquei no Suzhou Watertown Hostel, pagando 40 yuans (7 dólares).
É claro que nenhuma cidade chinesa oferece tanto o que se conhecer quanto Pequim. Eu me hospedei no Saga Youth Hostel, que é muito bem localizado, ainda que seu restaurante seja um pouco mais caro do que deveria. Uma cama de dormitório custou 40 yuans (7 dólares). Conhecer a Cidade proibida custou 40 yuans (7 dólares) e visitar o Templo do Paraíso custou 15 yuans (2 dólares). Outros templos menores tinham preços mais baixos.
A grande muralha pode ser visitada de várias maneiras diferentes. A mais cara, cerca de 50 dólares, envolve contratar uma tour para conhecer trechos menos visitados da muralha, mais distantes da cidade. Uma opção mediana e bem mais popular é o de contratar uma tour para visitar Badaling, o trecho melhor restaurado e mais turístico da muralha. A opção mais em conta, que obviamente foi a de que eu fiz uso, é fazer esse mesmo tour por conta própria, me limitando a pagar 6 yuans (1 dólar) por uma passagem de trem e outros 45 yuans (8 dólares) para o acesso à muralha. Uma das maiores barganhas da minha vida.

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