Que país é esse? – Sudeste Asiático.

Esse vai ser comprido. Meus dias no sudeste asiático começaram por Bangkok, na Tailândia, onde me hospedei no Khaosan River Inn, um dos mais simples hostels do meu roteiro até hoje, pagando 300 bath (9 dólares). O hostel ficava perto do rio que corta a cidade, o que permitia fácil locomoção de barco até o centro por apenas 40 bath (1 dólar). Visitar o Palácio Real e o templo de Wat Phra Kaew custa 500 bath (13 dólares), enquanto as entradas para os templos de Wat Pho e Wat Arum custam 100 bath e 50 bath (respectivamente 2 dólares e 1 dólar). Somando isso a um pad thai no almoço ou uma sopa no jantar, que nunca custava mais do que 80 bath (2 dólares), tornou a Tailândia um dos destinos mais em conta da viagem.
Os trens da Tailândia são baratos e de boa qualidade e ir da capital até Ayuthaya me custou somente 20 Bath (50 centavos). Em Ayuthaya, eu paguei 400 bath (11 dólares) por um quarto privado no San Sook Place. Já visitar os templos espalhados pela área exige contratar transporte para o dia inteiro. Eu terminei na garupa de uma moto indo em uma meia dúzia de lugares diferentes por 300 bath (9 dólares). As entradas para os diversos templos eram gratuitas ou custavam 50 bath (1 dólar). Minha próxima cidade, Sukhothai, foi visitada num esquema parecido. Me hospedei em um quarto privado na Sukhothai Guest House por 500 bath (13 dólares) e paguei 300 bath (9 dólares) para ser deixado às portas do complexo de templos, que podem ser visitados a pé ou de bicicleta. Os templos são dovodidos em zonas, o preço de entrada por zona sendo de 100 bath (2 dólares). Só me irritou perceber ao fim do dia que eu poderia ter ido até os templos da mesma maneira com que retornei á cidade, pagando 30 bath (1 dólar) num coletivo.
Chiang Mai pegou mais leve no meu bolso. Não só por que eu voltei a dormitórios, me hospedando no Thailandwow por 180 bath (4 dólares), mas por que todos os templos da cidade podem ser visitados de graça. Foi em Chiang Mai que eu achei por bem experimentar a melhor sessão de massagem que eu já tive, pagando 300 bath (9 dólares) por uma hora e meia que passou como se fossem cinco minutos. O único das dezenas de templos da cidade a cobrar entrada (se é que pode se chamar 30 bath – 1 dólar – de cobrança) era também o mais famoso e mais afastado do centro. O deslocamento até Wat Phrathat Doi Suthep custou 100 bath (2 dólares). Finalmente, Chiang Rai desapontou um pouco. Não haviam muitas opções de alojamento e eu terminei no City Home Guest House, pagando 180 bath (4 dólares) por uma cama. A única atração da cidade que realmente vale a pena é Wat Rong Khun, o templo branco.
Para entrar no Laos, é preciso pagar uma taxa de 25 dólares para obtenção do visto, seguido de uma passagem de 30 dólares para o barco que levaria dois dias para chegar até Luang Prabang. O pernoite em Pak Beng custou 6 dólares e me mostrou que o Laos ia ser mais caro que a Tailândia. Mas não por muito. Eu paguei 15 dólares por um quarto privado no Central Backpackers Hostel em Luang Prabang e uma média de 60.000 kip (8 dólares) por refeição. Felizmente, os templos da cidade cobram uma admissão de somente 20.000 kip (3 dólares) e tudo é tão próximo que você jamais vai precisar de um táxi exceto para visitar as quedas d’água.
No Vietnam, eu retornei a preços melhores. Uma curiosidade foi perceber que, embora a moeda nacional, o dong, ainda seja amplamente usada, ao menos nos hostels o dólar é a principal moeda de troca. Uma cama no Little Hanoi Hostel, em (adivinha só!) Hanoi, saiu por 6 dólares, uma entrada para o museu Ho Chi Minh custou 25.000 dong (1 dólar) e uma refeição custava em média 50.000 dong (2 dólares). O que encarece uma viagem ao Vietnam é visitar Halong Bay e eu paguei 120 dólares para um tour de dois dias e uma noite em um barco na baía, mas ainda que esse valor eleve os gastos no país, está longe de ser caro para padrões ocidentais, considerando as refeições e atividades incluídas no pacote.
Hué, por sua vez, sabe bem como tirar dinheiro de turistas. Eu optei por uma dos mais simples hospedagens da cidade, o Amazing HomeStay, pagando 5 dólares por uma cama. O relativamente difícil acesso aos mausoléus de imperadores que cercam a cidade é que aumentam um pouco os custos, mas nada jamais é caro por aqui. Foram 10 dólares para ir de lugar em lugar e outros 80.000 dong (4 dólares) para entrar em cada um deles. Visitar o Palácio Real no centro da cidade (parcialmente destruído durante a guerra) custou 105.000 dong (5 dólares) a entrada, com direito a visitar o museu do outro lado da rua. Já na mais bela cidade vietnamita, Hoi An, foi onde eu encontrei o melhor hostel do país, o SunFlower Hotel, ficando num dormitório por 8 dólares. A administração da cidade oferece um ingresso que dá direito a visitar 5 diferentes atrações por 120.000 dong (6 dólares); As mais interessantes dentre elas são as Assembléias chinesas e cantonesas, as “velhas casas” com arquitetura e decoração tradicionais e o museu de cerãmica (apesar de a casa em si ser bem mais interessante que as cerâmicas).
Foi na hora de decidir como ir de Hoi An para Saigon que eu me dei conta de que pegar um voo de uma hora pela Viet Jet Air custaria apenas ligeiramente mais caro (30 dólares) que uma viagem de trem de 24 horas. Em Saigon, eu me hospedei no estranho Thuy Tien Hotel, pagando 6 dólares por uma cama. Se a cidade parece um tanto desprovida de atrativos, ela é o grande polo gastronômico do país, com preços mais caros que a média nacional, mas ainda muito convidativos para um bolso ocidental.
Se, no Vietnam, o dólar já é tão aceito quanto o dong, no Camboja eu nem necessitava ter me dado ao trabalho de converter meu dinheiro para riels. Ao menos nas principais cidades ninguém parece fazer grande uso dele e eu, que converti meu dinheiro na fronteira, causava estranhamento por toda parte ao não usar dólares. O cambio das duas moedas permanece congelado há mais de década. De qualquer maneira, em minha primeira escala, a capital Phnom Penh, eu me hospedei no One Stop Hostel, ao preço de 7 dólares a diária em um dormitório. Refeições (quase sempre ocidentais) custavam entre 5 e 10 dólares. E a visita aos Campos da Morte custou 5 dólares, mais 2 dólares para o Museu do Genocídio.
O ponto alto não só do Camboja mas de toda a região é Siem Reap. Eu me hospedei no Green Park Village Guesthouse, pagando 8 dólares por um quarto privado. Um passe de três dias para visitar as ruínas de Angkor Wat custa 40 dólares, além dos 12 dólares necessários para contratar um motorista de tuk tuk que te leve de templo em templo
Finalmente, em Bali, depois de muita indecisão, eu terminei por me hospedar na cidade de Ubud, no Darta Homestay, pagando 150 rúpias (12 dólares) por um quarto inteiro num dos lugares mais belos em que eu já fiquei e cercado pelas pessoas mais gentis que eu já conheci. Quando eu ia a um restaurante turístico, pagava até 80 rúpias (6 dólares) numa refeição, mas comia mais e melhor num restaurante local por 20 rúpias (2 dólares). Meus dias intercalavam passar as horas na varanda apreciando a chuva cair ou me inscrever para uma das dezenas de tours para diferentes pontos da ilha, que podiam custar entre 120 e 220 rúpias (9 a 17 dólares).

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s