Uma noite longa pra uma vida curta.

 

Alguns momentos da viagem merecem uma descrição mais detalhada. Pois bem, eu aterrisei no aeroporto de Tel Aviv, vindo da Turquia, por volta das 23h30 do dia 28 de outubro, e alguns minutos depois já estava na fila da alfândega. Foi aí que as coisas começaram a complicar. O controle de passaportes em Israel tem fama de ser complicado e desgastante, mas eu presumia que isso se dava por conta de uma maior organização da parte deles. Na verdade, há uma falta de organização por muito do processo.
Centenas de pessoas se empurram e se espremem no que deveriam ser filas para se chegar ao balcão de atendimento. Ali, impera a lei do mais cretino e furar fila vira regra de sobrevivência. Levou cerca de uma hora para eu ser atendido. Algumas poucas perguntas e, ao invés de seguir meu caminho como a maioria dos visitantes, me dirigem a uma sala e me pedem para esperar que alguém chame meu nome. Eu acredito que as duas maiores razões para isso foram o fato do meu avião vir da Turquia e de eu ainda não possuir uma passagem de saída do país.
Eu passei os próximos minutos imaginando que não permitiriam a minha entrada e tentando pensar em destinos alternativos. E tentando entender o que ocorre quando o visto é negado. Eu sigo para o país da minha escolha? Eu retorno para onde vim? Depois de meia hora na sala de espera junto com mais uma meia dúzia de pessoas, chamam meu nome e um senhor me dirige para um canto próximo do saguão, me mostrando sua identificação de detetive. Se repetem as mesmas perguntas de antes e dessa vez eu tenho que entrar em mais detalhes da minha viagem. Não, eu não vim do Brasil. Eu estava na Turquia. Antes disso? Antes, eu estava na Grécia, Antes da Grécia, na Itália. As mesmas perguntas são repetidas mais de uma vez. Uma moça entra na conversa em algum momento e as perguntas são feitas de novo.
Eis que, de repente, tudo se encerra com um “ok, está aprovado”, meu passaporte é devolvido com um cartão anexado, já que Israel não carimba as folhas de passaportes, o que pode gerar problemas para o viajante que quer seguir para outros países da região. Era 1h30 da manhã quando eu peguei minha bagagem, 1h50 quando eu subi no trem, 2h30 quando cheguei em Tel Aviv e por volta de 3h quando cheguei ao hostel.
Tel Aviv não é exatamente uma cidade encantadora. Exceto por algumas horas passadas explorando Jaffa, a sua cidade velha, ela é uma típica cidade grande e não tinha muito mais a oferecer a alguém que não esteja interessado em praia, shoppings ou vida noturna. Como aconteceu outras vezes, minha breve estadia em Tel Aviv se deu somente como escala para chegar ao ponto seguinte: Jerusalém.

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