Que país é esse? – Grécia e Turquia.

Como vai se tornar rotina a partir de agora, nunca vai ser possível conhecer tudo que há pra se conhecer de um país. No caso da Grécia, um país com centenas de ilhas, isso é especialmente verdade. Depois de um mês na Itália, a Grécia passava a impressão de ser o país mais barato do mundo. Mesmo as exceções, como Santorini, podem ser visitadas a baixo custo, tomados certos cuidados.
Atenas foi meu ponto de entrada no país. Me hospedei noZorbas Hostel, onde uma cama em dormitório me custou 8 euros por noite. As ruínas da Acrópole podem ser visitadas por 12 euros, e o ingresso ainda permite a entrada em outros lugares como o Agora e o Templo de Zeus. A outra visita indispensável a se fazer na cidade é o Museu Arqueológico, por 10 euros. Uma passagem de metrô não custa mais que 2 euros, mas o centro histórico da cidade é tranquilamente visitado à pé.
Em Naxos, que eu considero um bom parâmetro financeiro para a maioria das ilhas cyclades, eu me hospedei noSoula Hostel, na Cidade de Naxos, pagando 11 euros. Aqui, é preciso despender 2 euros em ônibus para outras partes da ilha, mas a praia, as ruínas, o porto, as ruas estreitas da cidade azul e branca, tudo de mais belo na ilha é gratuito.
Santorini é a grande exceção do roteiro. A ilha mais linda da Grécia é também a mais turística e tem plena consciência disso. Ainda assim, eu guardo ótimas lembranças dos meus dias no Oia Youth Hostel onde fiquei num dormitório por 16 euros. Das duas principais cidades da ilha, Fira tem preços mais razoáveis, enquanto os restaurantes de Oia pode levar os descuidados à rápida falência. O segredo? Gyros! De resto, se deslocar na ilha não precisa custar mais que 2,60 euros por uma passagem de ônibus.
Rhodes, minha última escala antes da Turquia, foi anticlimática depois de Santorini, mas bem mais em conta. Eu passei meus dias no Hotel Argo, na pequena cidade de Faliraki (e me ria todo dia por estar numa cidade grega que soava como “falir aqui”), pagando 12 euros dessa vez por um quarto privado, situada entre as duas principais atrações da ilha, a Cidade Velha de Rhodes e a pequena vila de Lindos. Passagens de ônibus seguiam o padrão das outras ilhas.
Enquanto uma refeição mais elaborada sairia por cerca de 30 euros na Itália, na Grécia esse valor caia para 10 euros ou menos. E, como eu disse, se lugares como Oia podem quebrar a banca com refeições por 50 euros, isso é fácil de se resolver. O prato popular do país são os gyros, uma combinação suculenta de alface, tomate, cebola, batatas, temperos e a sua escolha de carne, por qualquer coisa em torno de 3 euros. De vez em quando, eu esbanjei em dois deles, mas a verdade é que um só já era bastante satisfatório.
Viajar entre as ilhas pode ter os preços mais diversos a depender do roteiro e da classe escolhida. Para viagens de três ou quatro horas, a passagem mais econômica de cerca de 20 euros me servia bem. Para a viagem noturna e mais longa, 10 horas entre Santorini e Rhodes, a passagem econômica custaria 36 euros. Desembolsar um pouco mais, pagando 48 euros por uma cama foi um dos meus melhores investimentos.
Minha viagem pela Turquia começou por Marmaris e, mais uma vez, a queda nos preços foi instantânea. Eu me hospedei na Maltepe Pensiyon num quarto privado por 30 liras (12 euros) por noite. Passear pela cidade era agradável, mas nada que eu escreveria para casa a respeito.
Já Pamukkale é algo para se guardar na lembrança. Paguei 30 liras (12 euros) por um quarto privado na Mustafa Pension, enquanto as piscinas naturais e as ruínas de hierápolis podem ser visitadas por 25 liras (10 euros). Minha próxima escala foi em Selçuk, onde uma cama num dormitório no Artemis Hotel me custou 23 liras (9,50 euros). O motivo que atrai turistas a Selçuk é a proximidade com as ruínas de Ephesus, cuja entrada custa 25 liras (10 euros).
Muito de Istambul é gratuito. Entrar em todas as mesquitas, passear por todos os bazares não custa um centavo. Eu me hospedei no Bahaus Hostel por 30 liras (12 euros) e foi um dos melhores hosteis com que me deparei até o momento, excelente em todos os sentidos. Visitar Hagia Sophia custa 25 liras (10 euros), visitar o Palácio Topkapi custa o mesmo (mais 15 liras (7 euros) para conhecer o harem), a Cisterna custa 15 liras (7 euros) e subir a Torre Gallata custa 13 liras (5 euros).
Finalmente, a Capadoccia foi, para mim, o destino mais caro na Turquia, mas também o mais memorável. Ficar no Rock Valley Pension não custou mais do que 25 liras (10 euros) por uma cama, e seguir uma das várias trilhas da região não custa nada, mas toda essa economia vai por terra quando se decide fazer um passeio de balão por cerca de 300 liras (110 euros).
Refeições turcas podem custar 10 liras (4 euros) nas cidades menores ou 30 liras (12 euros) no centro de Istambul. Mas saia do centro e os preços voltam a padrões mais toleráveis. E stands ocupam as ruas e oferecem uma variedade de opções por ainda menos. Viajar de ônibus na Turquia não é caro, variando entre 20 liras (8 euros) por uma viagem curta ou 60 liras (36 euros por algo mais longo). Mas vale notar que a Turkish Airlines oferece preços surpreendendemente acessíveis, às vezes não muito mais altos que os de ônibus.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s