Olha praquele balão multicor.

Como era de se esperar, a Capaddocia no momento sofre os efeitos de uma praga como poucas vezes se viu na sua história: brasileiros! Aliás, na Turquia como um todo. Eu até que dei sorte que, diferente da regra para essa nacionalidade, tenho esbarrado com brasileiros de qualidade. (Sempre de Curitiba, vai entender…)
O mais popular ponto de partida para se explorar a região é a cidade de Goreme, a uma hora da cidade de Kayseri, cidade grande que conecta a Capaddocia com o resto do país. Só que eu havia entendido mal. Para mim, Goreme se situava próxima, mas ainda a uma certa distância das formações rochosas que tornam a Capaddocia tão famosa. Na verdade, a cidade está incrustrada no meio dessas rochas e algumas delas funcionam como moradia para a população local.
O primeiro dia de passeio se deu mais ou menos como o esperado. Digo mais ou menos por que eu teria desistido de pura exaustão na metade do caminho se meus novos amigos não estivessem tão dispostos a cobrir toda a distância do que o comércio local convencionou chamar de rota vermelha. Partimos no fim da manhã para visitar o Museu a Céu Aberto de Goreme e depois, bem mais interessante e completamente gratuito, tomamos uma das trilhas disponíveis para chegar aos Vales Vermelho e Rosa, ora passando por desfiladeiros estreitos, ora pelo alto de montes com uma vista de tirar o fôlego e as palavras. Apenas quando o sol se pôs e a temperatura começou a cair (na madrugada, ela rondava alguns graus abaixo de zero), é que retornamos ao hostel.
E foi no retorno ao hostel que eu percebi que, não importando as consequências para meu orçamento, eu precisava tomar parte naquela que é a experiência mais popular da Cappadocia. Assim sendo, acordamos todos no dia seguinte antes do sol raiar, em meio a um debate quanto a que horas eram de fato (o horário de verão europeu acabara naquela noite), subimos numa van e, algum tempo depois, nosso balão ganhava o ar. Um entre dezenas.
Se não fosse absolutamente impossível eu ter um “melhor dia de todos” sem Claudia Valois por perto, esse seria um sério candidato. E ela adora balões. Ela deveria estar lá comigo e não estava e isso parecia tão errado… Mas, naquele momento, tê-la em mente teria que ser suficiente… As vistas magníficas do dia anterior nada eram comparadas com admirar tudo das alturas. E ver o sol nascer. E ver um céu recheado de balões de todas as cores, uns distantes, uns bem ao lado, uns ainda se preparando para voar. Talvez pelo vento, talvez por técnica do balonista, a cesta do balão fazia uma rotação constante, permitindo uma visão de todos os vales que compõem a região, passando tão perto do cume de alguns montes que quase se podia toca-los.
Encerrada a viagem, o balão começava a perder o ar enquanto a empresa oferecia a todos os participantes aquilo em que todo mundo está pensando às oito da manhã: champagne. E certificados. Mas, embora já em terra firme, nenhum de nós tinha aterrisado ainda.

2 opiniões sobre “Olha praquele balão multicor.

  1. Deve ser um sentimento de liberdade incrível, além, de todo o contexto que descreve. Muito bom encontrar pessoas para compartilhar esses momentos. Beijo grande!

  2. Adoreiiii o post! Estou muitoooo feliz por você! Posta fotos da Capadócia!
    …………….
    Sou feliz, por isso estou aqui
    Também quero viajar nesse balão!
    Super fantástico!
    No Balão Mágico
    O mundo fica bem mais divertido!

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