De dourado eu lhe vestia pra que o povo admirasse.

Istambul! Constantinopla! Parte Cairo, parte Paris, parte incomparável. Depois de uma noite num ônibus, no caminho para o hostel, às sete da manhã, eu passei pela praça central da cidade, quase deserta. De um lado, a Mesquita Azul e seus minaretes me saudavam; no outro extremo da praça, Hagia Sophia e seus minaretes me desejavam boas vindas.
Única grande cidade a ocupar dois continentes ao mesmo tempo, a Istambul européia e a asiática são separadas pelo rio Bósforo. Do lado europeu, está a parte mais antiga da cidade, com suas mesquitas, bazares, palácios e museus. Do lado asiático, está a Istambul moderna com suas avenidas e monumentos. A cidade possui o povo mais amigável que eu já encontrei até agora, e também a melhor street food, o que torna Istambul um doce em todos os sentidos.
O Grand Bazzar desapontou um pouco. Considerado o maior mercado coberto do mundo, a única coisa que impressiona a respeito dele é justamente a escala. Talvez, em décadas passadas, visita-lo pudesse ser uma experiência mais exótica, mas hoje me parece apenas mais um conglomerado de lojas vendendo exatamente os mesmos artigos made in china com que eu já me deparei em outros lugares. Meu tempo foi muito melhor aproveitado o Topkapi, palácio convertido em incrível museu (foi a primeira vez que eu me senti genuinamente dislumbrado com artigos de história militar e o harém é deslumbrante).
A essa altura, tirar os sapatos ao entrar numa mesquita já se tornou algo natural. A Mesquita Azul, na verdade Mesquina Sultanahmet, é preciosa e muito bem conservada, ao contrário da mais famosa (e, para mim, mais antecipada) Hagia Sophia. Embora seja possível perceber o quanto a mesquita deve ser incrível, numa contradição rotineira, ao mesmo tempo em que eu notava com tristeza a má conservação de paredes e tetos, eu me aborrecia com os andaimes preenchendo metade do seu interior e diminuindo consideravelmente o seu impacto sobre o visitante.
Uma semana em Istambul não chegou perto de ser suficiente, mas a Capaddocia me chamava.

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