Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.

Siena é preciosa. Siena é adorável. É tão bom quando a gente chega a um lugar com altas expectativas e elas são superadas. Não é exatamente uma cidade fervilhando de atividade e a eventual visita a um museu são pequenos intervalos entre períodos de se ficar sem fazer nada, andar a esmo e apenas curtindo as ruas da cidade ou sentar na praça central com um gelato na mão e ver os turistas indo e vindo.

A exceção é a catedral. Eu nunca dediquei tanto tempo a uma catedral. Cada centímetro do lugar é digno de se parar para apreciar, sendo possível conhecer, além da catedral, também o batistério, a cripta e o museu, de onde é possível se ter uma vista da cidade inteira. Era uma da tarde quando entrei na catedral e por volta das seis quando saí do museu e eu nem vi o tempo passar. A experiência é sem igual e perfeita do início ao fim. Me fez lamentar mais uma vez o quanto arte e religião andaram de mãos dadas ao longo dos séculos. Imaginem se todo o esmero, todo o esforço dedicado a criação desse lugar tivesse sido destinado a algo mais… digno.

De Siena, ônibus e trem me levam a Bologna, que por sua vez é uma cidade que entrou e saiu dos meus planos mais de uma vez e que eu quase via como somente uma escala conveniente no caminho para lugares mais interessantes. É tão bom quando expectativas baixas são superadas com tanta intensidade. Não, nenhum museu me encantou, nenhuma igreja me causou espécie (ok, eu adorei as calçadas cobertas por arcadas e fiquei perguntando por que não é assim em todo lugar), mas a cidade me conquistou mesmo assim, primeiro pelo estômago e depois pela companhia.

Exceto por Nápoles, eu nunca comi tão bem quanto em Bologna. Ainda tenho sonhos com tagliatelles al ragu com massa fresca preparada no mesmo dia. Mas foram as pessoas do hostel o maior atrativo da cidade, tornando-a um dos poucos lugares da viagem até agora que eu genuinamente fiquei triste de deixar pra trás. Eu começo a ver uma relação entre o tipo de lugar e o tipo de turista. Quão mais popular e badalado o destino, menos interessantes as pessoas que a gente encontra por lá. Quão menos internacionalmente aclamado o destino, melhor a qualidade de turista.

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