Longa é a tarde, longa é a vida.

Roma é como uma caça ao tesouro, onde igrejas de fachadas muitas vezes modestas escondem atrás de suas portas pinturas, esculturas, murais, ruínas e domos entre os mais belos que eu já vi na vida. San Pietro in Vincoli guarda o Moisés de Michelangelo, Santa Maria dela Vitoria guarda ‘o êxtase de Santa Teresa’ de Bernini e quem passa por Santa Maria sopra Minerva se encanta com seu obelisco, Santa Maria del Popolo é lar de dois Caravaggios, San Ignazio de Loyola vai deixar qualquer um com torcicolo, incapaz de tirar os olhos de seu teto, e não é preciso ser católico ou pedófilo para perder o fôlego com a Pietá da Basílica de São Pedro ou com a Capela Sistina no Vaticano.

Também se trata de uma das poucas cidades do meu roteiro por que eu já passei antes, algo que me ajuda a manter meus gastos baixos, ao saber que lugares me interessa revisitar, que lugares são desnecessários repetir e que lugares ainda estão em minha lista de coisas a conhecer. Os principais exemplos do primeiro caso são os museus do Vaticano e a Galeria Borghese. Depois da primeira vez que eu entrei na Capela Sistina, eu me tornei completamente apaixonado pela vida e obra de Michelangelo, tendo degustado com ardor todo livro e vídeo que pude encontrar sobre ele. Voltar àquela sala foi como reencontrar um velho amigo. O fato de que o reencontrarei repetidas vezes nas próximas semanas me enche de alegria.

Os principais exemplos dentre os lugares que eu não sinto necessidade de revisitar são o Coliseu e o Fórum Romano. Ambos são impressionantes, sem dúvida, mas, como acontece com outros lugares (a Torre Eiffel, pra citar um), o melhor do Coliseu está em aprecia-lo de fora, diria até que de alguma distância, e ele perde um pouco do encanto em seu interior. Por fim, no topo da lista de “não deu tempo de ir da primeira vez” está o Castel Sant’Angelo. Parte do Vaticano, mas separado do restante do país e situado às margens do Tibre, ele oferece umas das mais belas vistas da cidade.

De resto, o melhor passatempo na cidade está em se perder em seu emaranhado de ruas estreitas, tropeçando de novo e de novo em fontes, esculturas, piazzas, igrejas, sorveterias e pizzarias, uma nova surpresa a cada esquina, cada uma mais preciosa que a anterior, e se deixar encantar.

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