Cores de Frida Khalo.

Eu cheguei na Cidade do México muito preocupado por minha segurança e com a cabeça recheada de histórias sobre sequestros e assaltos e todo tipo de violência. Levei somente algumas poucas horas pra deixar esses preconceitos de lado. Eu já deveria saber melhor a essa altura, considerando que não houve um momento nessa viagem até agora em que eu me senti inseguro ou ameaçado de qualquer maneira. Tenho certeza que há áreas problemáticas na cidade, mas minha experiência não poderia ter sido mais positiva. A única coisa que mudou em comparação com outras cidades mexicanas por que passei foi o escopo. México DF (ninguém a chama de Cidade do México por aqui) é gigantesca e muito do que se quer ver e fazer está espalhado por diferentes áreas da cidade. Tudo resolvido facilmente com uma passagem de metrô.

Uma visita ao Zócalo pode ocupar dias inteiros, para conhecer a Catedral, o Palácio ;Nacional, o Templo Mayor, museus, praças, parques, passeios públicos, depois descer até o Passeo de La Reforma, a avenida principal da cidade, e apreciar monumento atrás de monumento por quilômetros afora. Mas se você se limitar ao centro, vai perder o melhor da cidade. Do hostel em que me hospedei, no bairro de Condessa, bastava uma caminhada através de um parque, passando pelo Castillo de Chapultepec, para chegar ao Museu de Antropologia, que conseguiu superar minhas expectativas mais altas. Eu poderia passar dias inteiros ali dentro perfeitamente contente. Talvez ainda faça isso um dia.

A outra coisa que tornou essa escala especial foram as pessoas que conheci no hostel. Entre americanos, alemães e brasileiros, eles marcaram minha semana de maneira mais permanente do que qualquer museu ou ruína asteca poderia ter feito. E a única coisa melhor foi combinar os dois elementos numa manhã adorável no Museu Frida Khalo. A única coisa que ficou por se fazer foi conhecer as ruínas de Teotihuacan, mas, tendo deixado-as para o último dia antes de seguir viagem, dormir até tarde (uma raridade nos últimos tempos) terminou impossibilitando a visita. Felizmente havia uma infinidade de coisas ainda por se fazer na cidade.

Fui embora para Guadalajara feliz com meus últimos dias e um pouco triste por partir.

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