Que país é esse? – Egito.

Antes algumas palavras sobre Paris, onde, depois de uma longa pesquisa, me hospedei no bem localizado Hotel du Roussilon, pagando 53 euros num quarto de solteiro. O hotel fica a poucos metros da Place d’Italie, cuja estação de metrô te leva a qualquer lugar da cidade em alguns minutos, e cuja concentração de restaurantes permite comer bem pagando pouco. Os bistrôs franceses custam um pouco mais que restaurantes étnicos, mas nada que um pouco de perseverança não resolva. Raramente pagamos mais que 50 euros numa refeição para três pessoas. Comprar um Paris Pass para 6 dias (69 euros) paga por quase todas as entradas para museus e outros pontos turísticos que uma pessoa possa desejar. Dentre os lugares não contemplados pelo passe, o mais gritante é a Torre Eiffel, cujos ingressos para acesso ao topo custam 14,50 euros e precisam ser comprrados com antecedência. Para transporte, o metrô cobre todos os cantos da cidade, uma cartela de dez passes custando não mais que 13 euros e um passe de RER até o aeroporto não mais de 10 euros, de maneira que você nunca precisa entrar num táxi se não quiser.

Sobre o Egito, não existem hostéis propriamente ditos, mas há hotéis tão baratos que torna a idéia de economizar ficando num dormitório algo desnecessário. A minha primeira passagem pelo Cairo me hospedou em Giza (que já foi independente do Cairo e hoje é uma vizinhança afastada do centro), literalmente do outro lado da rua da entrada para as pirâmides. Um quarto de solteiro no Piramyds View Inn custou 210 LE (35 dólares) por noite, mas a vista da janela não teve preço. Minha segunda estadia no Cairo se deu no Hola Hotel, dessa vez no Centro da cidade, onde um quarto com banheiro saiu por 120 LE (20 dólares). Finalmente, em minha terceira e última passagem pela cidade, somente para pegar um voo no dia seguinte, se deu no Freedom Hostel, mais próximo da estação de trem, onde o mesmo quarto custou 90 LE (15 dólares)

Tanto a entrada para ver as pirâmides e a esfinge quanto a entrada para o museu do Cairo custa 60 LE (10 dólares), embora utilizar um guia venha muito a calhar e pode aumentar esse valor. A entrada para a cidadela de Salahadin, onde se encontra a mesquita de Muhamad Ali (no relations) custa 50 LE (8 dólares) e vale cada centavo. Mas o restante do Velho Cairo pode ser visitado sem custo exceto pelo ocasional backseesh, a versão local da gorjeta, embora não necessariamente por algum serviço prestado. Da maneira como funciona, alguém vai te oferecer informações que você já possui ou te indicar um caminho que você já conhece e exigir retribuição. Táxis no Cairo devem custar entre 10 e 30 LE (2 a 5 dólares), mas também exigem negociação e a habilidade de abandonar a conversa se não se está disposto a pagar três vezes mais.

Em Luxor, uma tour de cinco horas ao Vale dos Reis pode ser feita por 140 LE (23 dólares), enquanto visitar os templos de Luxor, karnak e o museu de Luxor custam 50 LE (8 dólares) cada. O fato de que agora eu tenho uma carteirinha de professor me concedendo descontos em todo lugar é só detalhe, heheh. Eu me hospedei num quarto de solteiro no Oasis Hotel por 90 LE (15 dólares) e embora ele tenha seus problemas, Hassan é um gerente-nato. E você chega a qualquer ponto da cidade à pé sem dificuldades. Todo mundo vai à Aswan para visitar Abu Simbel, cuja entrada custa 95 LE (16 dólares) e até a qual um coletivo arranjado pelo hotel custa no máximo 70 LE (12 dólares). Outras atrações menores da cidade, como o museu núbio ou o obelisco inacabado tem um valor de entrada de 30 LE (5 dólares). Eu me hospedei no Memnom Hotel onde um quarto me custou 90 LE (15 dólares). Finalmente, em Alexandria, eu me hospedei no Union Hotel por 60 LE (10 dólares) e com uma incrível vista da baía. Entre os locais de visitação mais dignos de nota, eu citaria a cidadela de Qaitbay por 25 LE (4 dólares), as catacumbas de Kom el-Shouqafa por 35 LE (6 dólares) e a nova Biblioteca por 10 LE (2 dólares).

Como eu já mencionei, passagens de trem podem variar dos 10 LE (2 dólares) numa viagem curta de segunda classe até os 360 LE (60 dólares) por uma cabine com cama num trem noturno. Comer no Egito é tão barato que chega a ser desconcertante, e você pode comer um koshari num restaurante local por 7 LE (1 dólar). ou algo mais ocidental por algo em torno de 40 LE (7 dólares). Algo curioso é que os hotéis vão disponibilizar o café da manhã bem além do meio dia, costumando os egípcios almoçar no fim da tarde e jantar sabe Allah quando.

Os egípcios permanecem um enigma pra mim. Quando não querem nada de você, eles são alegres, generosos com seu tempo, pacientes na conversa e gentis em todos os aspectos. Ao mesmo tempo, aqueles que enxergam você como carteiras ambulantes vão procurar mentir, ludibriar, confundir e fazer todo o possível para separa-lo do seu dinheiro. Tudo nesse país é negociável e tudo depende da sua capacidade de lidar com as situações e com a barreira de idiomas. Desde que o contato com essas pessoas seja feita com um mínimo senso de perspectiva, se trata de um país maravilhoso e eu espero que as pessoas voltem a se dar conta disso logo.

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